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2001 Uma odisséia em Marte


Concepção
artística Nave Odyssey
Câmera onboard -
Lançamento
7 de abril, 2001
CABO
CANAVERAL, Flórida (CNN) -- Um novo capítulo na exploração de Marte começou a ser escrito neste sábado. A Nasa colocou em órbita uma poderosa sonda que deverá rastrear o Planeta Vermelho em busca de
vestígios de água subterrânea e sítios de grande importância geológica.
Desenvolvida ao custo de 300 milhões de dólares, a Mars Odyssey é a primeira nave a visitar Marte desde duas desastrosas missões da agência espacial norte-americana, em 1999.
A Mars Odyssey procurará água, mapeará minerais na superfície do planeta e medirá níveis de radiação
- um conjunto de observações que poderá fornecer pistas sobre a possível existência de vida extraterrestre.
"A vida na Terra não é o resultado de um acaso cósmico, mas parte de uma cadeia de acontecimentos mais ampla", declarou Ed
Weiler, administrador adjunto da Nasa. "Marte se parece muito com a Terra. E há bilhões de anos, havia lá um tipo de atmosfera e uma enorme quantidade de água."
A sonda riscou o céu pela manhã de sábado a bordo do foguete Delta II, lançado em Cabo
Canaveral, e deve chegar a Marte em outubro, após viajar 460 milhões de quilômetros.
A Odyssey vai se juntar a um outro satélite da Nasa que já está na órbita de Marte. O
Mars Global Surveyor circula o Planeta Vermelho desde 1997, tirando centenas de milhares de fotos de
alta-resolução com uma câmera capaz de captar detalhes com apenas três metros de extensão.
A câmera da Odyssey não tem o foco tão bom, mas pode "enxergar" além da topografia física.
A Odyssey está equipada com uma câmera infravermelha e pode distinguir minerais em acidentes geológicos de apenas 100 metros de extensão, comparada com um instrumento semelhante na
Mars Global Surveyor que só consegue fazer esse trabalho com elementos maiores de três quilômetros.
Ao registrar esses sítios geológicos importantes, a Odyssey pode ajudar a determinar se Marte apresentou atividades vulcânicas em seu passado geológico recente. A Odyssey também tem um espectômetro com raios gama que pode vasculhar sob a superfície de Marte para medir os elementos encontrados, como hidrogênio.
"Acreditamos que o hidrogênio seja a chave, uma pista, de onde possa estar a água" disse Jim Garvin.
Pelo fato de o hidrogênio estar presente provavelmente sob forma de água congelada, o espectômetro deve medir as mudanças do solo de gelo permanente durante o ano, explicou a Nasa.
A Odyssey também ajudará a identificar locais favoráveis para o pouso dos carrinhos de exploração que a Nasa planeja lançar em 2003.

O Lançamento da Odyssey
(07/04/2001)
Quarta-Feira, 24 de Outubro 8:43 am
Sonda Odyssey entra na órbita de Marte
Por Dan Whitcomb
PASADENA, Califórnia - A sonda Odyssey, da Nasa, entrou na órbita
de Marte na terça-feira, 200 dias depois de deixar a Terra a uma
velocidade de 21 mil quilômetros por hora, com a missão de buscar água
no planeta vermelho.
Na base de Pasadena, cientistas da Nasa reagiram com aplausos e abraços
às informações de que a sonda entrara em órbita. O alívio deles se
explica: as duas últimas missões a Marte terminaram em fracasso.
A Odyssey foi projetada para passar 2 anos e meio dando voltas no
planeta vizinho, estudando seu clima e história geológica. A operação
de colocar a sonda em órbita começou à 0h26 (hora de Brasília) e
durou meia hora -- minutos decisivos para esse projeto de 300 milhões
de dólares.
À frente da Nasa, Goldin impôs a filosofia "mais rápido, mais
barato, melhor", que, segundo seus críticos, provocou os dois
fracassos de 1999: a Mars Polar Lander caiu depois de uma pane nos
motores, e a Mars Climate Orbiter foi incinerada na atmosfera
marciana por causa de uma confusão entre os sistemas métricos
decimal e britânico.
Desta vez, Goldin era só elogios para seus funcionários. "Eles
tiveram colhões de fazer isso na frente de todo mundo, em um momento tão
desafiador para a América", afirmou ele, em referência aos
atentados de 11 de setembro contra seu país.
A Odyssey começa a estudar a composição química e mineral do
planeta em janeiro. Os cientistas esperam encontrar hidrogênio em forma
de gelo na superfície marciana, pois têm indícios de que antigamente
havia água nos canais do planeta.
A sonda também servirá de apoio a futuras missões que pousem no
planeta, eventualmente com tripulação.
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